26/06/2012


HOMENAGEM AO "ALFERES GRIFO BRANCO"


No passado dia 20 de Outubro (2010), faleceu em Lisboa o Joaquim Pedro Monteiro, "o Alferes Grifo Branco", vítima de fulminante ataque de doença irreversível.

Ele que foi, em todas as fases da sua vida, um verdadeiro combatente, não resistiu à traição da doença, embora a tenha enfrentado com a coragem e a hombridade que lhe eram geralmente reconhecidas.

Ligava-me ao Joaquim Pedro Monteiro uma velha amizade, construída em Lanceiros 2, consolidada em dois anos intensamente vividos em Angola e mantida ao longo do tempo.

Posso, assim, testemunhar as excepcionais qualidades de Homem e de condutor de homens que o caracterizavam e o genuíno empenho e permanente entusiasmo que punha em todas as suas acções em que se comprometia.

O Joaquim Pedro Monteiro foi, na verdade, um exemplo e uma referência para todos os que com ele privaram, em particular, os homens do seu pelotão, os seus "grifos brancos", e todo o pessoal da CPM 1443, que nunca esquecerão a figura inconfundível do Alferes Monteiro.

Recordo com emoção, uma acesa discussão que tivemos, a propósito do comando da 1ª escolta da Companhia: ambos nos havíamos proposto, eu por ser o mais antigo, ele por ser o mais moderno.

O diferendo azedou e mantivemos relações tensas durante algum tempo, até que decidimos, de comum acordo, resolver a questão pessoalmente, sem limites, numa sala do quartel, fechada à chave.

Depois de muitos berros, palavrões e quase confrontação física, acabamos com um grande abraço.

Que saudades Joaquim Pedro!

Luís Bivar de Azevedo
Alferes adjunto da CPM 1443
(Novembro de 2010)

04/06/2012

Os nossos camaradas que partiram...

Adolfo Rodrigues de Matos
Adrião de Jesus Coelho
Aires Gomes Cândido
Américo Rodrigues Cruz Santos
Carvalho
Aníbal Gomes dos Santos
António Almeida
Pereira
António de Brito
Carvalho Horta
António Ferreira
Mendes
António Francisco da Silva
António João Monteiro Valtelhas
António José Mirador
Batalha
António José Pratas
Lourenço
António Lourenço
Soares
Arnaldo João
Madeira de Brito
Arnaldo Vaz
Gonçalves
Carlos Lúcio Pimentel
Alves
César de Jesus Silva
Fernando Afonso
Teixeira
Fernando
Carvalho
Fernando da Fonseca
Gomes
Fernando Rodrigues
Francisco David Lopes
Francisco Leite Pereira
Francisco Manuel
Rim Fava
Francisco
Monteiro Filho
Francisco Torrão
Roberto
Gualter Soares
Jaime Sousa
Bernardino
João Machado dos Santos
João Manuel Pereira dos
Santos
Joaquim de
Freitas
Joaquim Pedro Pinto da Cruz
Monteiro
José Álvaro Ferreira
Rodrigues
José
Carvalho de Andrade
José Castro
Marinho
José de Jesus
Lourenço
José Evangelista Guerreiro
Monge
José Luís Ferreira de Campos
José Maria Agostinho 
Juvenal Carapinha Lima
Luís
Chaves Rodrigues
Manuel António
Melão
Manuel da Silva
Azevedo
Manuel Ferreira
Galinha
Manuel Jesus dos Santos
Manuel Rosado Brites
Paulino Martins Ribeiro
Pedro Júlio Alcobia
Galinha
Policarpo Viegas dos Santos
Rui Manuel Macedo
Martins
Teófilo Duarte Ferreira
Fortes
Vítor Manuel Carmo Gonçalves
(52)

4º Encontro da CPM 1443 - Fátima

4º Encontro em Fátima

3º Encontro em Lamego - 07-06-2008

2º Encontro - Parque das Nações - 25-08-2007

Presentes no Parque das Nações 25-08-2007

1º Encontro - Figueira da Foz - 03-06-2006

Regimento de Lanceiros 2

Guião da CPM 1443

Emblemas do Comando e dos Pelotões da CPM 1443












Fotocomposição da CPM 1443

Paquete "Vera Cruz"

Viagem para Luanda no paquete "Vera Cruz"

O aerograma

O Aerograma

Henrique Carvalho, que foi 1.º cabo no BArt 3861 costuma prendar-nos com alguns poemas e, desta vez, diz-nos: “Aqui está uma coisa que me parece curiosa. Por causa dos textos autobiográficos das minhas aprendizagens para o 12.º ano nas Novas Oportunidades, busquei algo sobre a vida militar. Descortinei o aerograma. Há dias ao olhar de novo este intenso meio de comunicação com namoradas, amigos e familiares, dei asas ao coração e saiu-me o texto que o acompanha.

"Parece-me que vai fazer recordar muita coisa. Trazer saudades e muita paixão. E, quem sabe, algum remorso e raiva. Fez amores e desamores...
“Naquele tempo a maioria dos namorados/as não falavam em beijinhos nem abraços, mas como a perspicácia aguça a astúcia, escrevia-se ou faziam uns desenhos com tinta de várias cores, em traços ou pintinhas formando lábios, corações, olhos, lágrimas, seios, e até esboços de órgãos genitais como mensagem de amor e paixão. Vi disso.
“Vi um “aero” escrito de tal forma e em letra miudinha, que apresentava a namorada de um magala nua, segundo ele, era uma imagem perfeita. Uma autêntica obra de arte.
“O aerograma foi muito importante para a nossa comunicação com familiares, amigos e namoradas.
“Era oferecido pelo MNF - Movimento Nacional Feminino”.

Os aerogramas



O “Aero” de ténue cor
E de feieza acentuada
Levava e trazia a dor
E notícias da namorada.

Escrevíamos no interior
Também escrevíamos nas abas
Muitas promessas de amor
Para as nossas namoradas.

Neles, recebíamos delas
Frases dizendo desejos
Desenhos e pinturas belas
Mostrando abraços e beijos.

Era nos disfarces das tintas
Que se mostrava a paixão
Trabalhos com muitas pintas
Salpicados emoção.

Corações, lágrimas, lábios
Desenhados a mil cores
E outros traços belos e sábios
Dizendo mensagens maiores.

Corríamos ansiosos
Quando o clarinete chama
Que momentos amorosos
Ao lermos o Aerograma.

Era grátis, prático e feio
E tinha uma forma esquisita
Dobravam-se as abas e a meio
E colava-se com aquela fita.

Depois da direcção posta
Dávamos-lhe um beijo de amor
Salvo se a resposta
Fosse de raiva e rancor.

Alguns causaram paixões
Que deram em casamento
Outros finaram ilusões
De promessas sem sentimento.

Foram para madrinhas de guerra
Vizinhos, familiares e amigos
O Aerograma encerra
Segredos dos quatro sentidos.

Henrique António Carvalho
2009/06/20

Entrada da CPM 1443, na Estrada de Catete

1º Pelotão

Mutamba - Luanda

Aeroporto de Luanda

Aeroporto de Luanda

Equipa de futebol do 1º Pelotão

2º Pelotão

3º Pelotão

3º Pelotão - Grifos Brancos

Equipa de futebol do 3º Pelotão

Pelotão de Polícia Militar 1019 (Incompleto)

Hino do Pelotão de Polícia Militar 1019

Hino do Pelotão de Polícia Militar 1019


I
O quarto pelotão
Não tem rival
Somos os "Rinos,
De Portugal.

II
De Portugal
Da Terra amada
Somos os "Rinos"
Não somos mais nada.

III
Não somos mais nada
Somos independentes
Somos os "Rinos",
Homens valentes.

IV
Homens valentes
Homens p'rá guerra
Para defendermos
A nossa Terra.

V
A nossa Terra
No Ultramar
Nós somos "Rinos"
Queremos lutar.

VI
Queremos lutar
Queremos defender
Seremos "Rinos"
Até morrer.

VII
Até morrer
Pela vida fora
Nós somos "Rinos"
Gritemos agora.

VIII
Gritemos agora
"Rinos" gritemos
Nascemos "Rinos"
"Rinos morreremos.

Rinos... Rinos... Rinos...

Quem nos "dava" a paparoca...

Os nossos cozinheiros

Festa do Natal de 1966

Vista aérea da Fortaleza de S. Miguel


A serenidade em pessoa...

Pôr do Sol na Fortaleza

Quem não se lembra?